Ócio criativo
Já devo ter falado por aqui, e acho que seja um tanto quanto óbvio, mas a Universidade faz você encontrar todo o tipo de pessoa. É uma espécie de intercâmbio sem sair do lugar, afinal, intercâmbio significa troca, e é com pessoas diferentes e novas que isso acontece. Enfim, nessas idas e vindas tive a oportunidade de conhecer várias e a partir dessas criar muitas boas amizades nesse um ano e quase meio passados. Dentre essas tantas, uma delas foi a Kelly, e logo descobri que ela faz arte. E uma arte linda! Venho hoje compartilhá-las, e para vossa felicidade, informá-los que ela aceita encomenda!








Isso que chamo de ócio criativo! Tudo lindo e colorido, do jeito que alegra qualquer ambiente. Adoro todas, especialmente a mesa e o retangular e seus prédios. Para fazer pedidos pode chegar aqui no facebook dela, sem vergonha!
Word Rocks and World Rock’s!
Nos últimos tempos aquele lema “Fazer o bem sem olhar a quem” vem fazendo mais e mais sentido para mim. Desde o ato de levantar às 8h da manhã em um sábado e ir a uma ONG para fazer alguma diferença na vida daquelas crianças, quanto dar uma palavra positiva para alguém que ao menos faça lhe despertar um sorriso, a qual provavelmente eu nem conheça. Já havia visto muitas coisas bacanas do tipo pela web e me inspirado. Mas não coloquei nada em prática. Nessa semana parece que essas atitudes querem que eu as aplique, de tanto aparecerem e aparecerem no meu focinho.
Descobri a Corrente do Bem essa semana, a qual ganha ainda mais força no dia 26 de abril, hoje, o Dia Mundial da Boa Ação. Rapidamente adorei a iniciativa! Logo a Imaginarium, que é apoiadora da causa pelo segundo ano consecutivo, publicou em seu blog algo diretamente relacionado a tal – e persistiu o dia compartilhando o que rolou na rede da imaginação. Um garotinho de apenas 10 anos teve a ideia de pegar rochas e escrever belas palavras para qualquer desconhecido, espalhando-as lá pelas praias da Califórnia. Como toda boa ideia, esta também se propagou e continua compartilhando Word Rocks! Essas pequenas ações, tão simples, fazem total sentido para mim. Às vezes andamos com tanta pressa, estressados e principalmente preocupados, que não paramos um segundo se quer para refletir um pouco no porque se está fazendo aquilo e isso, ou mesmo dar um sorriso, apreciar a paisagem à volta. E aí, vem um desconhecido que escreveu um “Relaxa aí” em uma pedra, a coloca justamente naquele banco ou naquele caixa eletrônico que você ia pagar uma conta, e te faz parar um pouco para pensar, ou até rir de si mesmo.

A Boa Ação hoje passou por cidades como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras adeptas, e estas foram ao ar literalmente fazendo inúmeras pessoas sorrirem. Mas eu juro que eu tentei dar meu máximo, assim, de última hora. A chuva estragou o que eu realmente apreciaria: pendurar recadinhos nas árvores. Porém, como as gotas persistiram, fiz minha parte passando a diante a ideia do garoto de 7 anos e espalhei algumas pedrinhas, ou seja, poucas, com uma doce palavra e um pequeno papel UEM à fora. Na volta, vi que todos haviam sumido, e isso bastou!
Jack?
Acho difícil, talvez quase impossível, lembrar de todos os filmes que assistimos na grande tela por nossa vida toda. Talvez ainda mais, recordar do primeiro assistido nos cinemas. Porém eu me recordo do primeiro que vi. Da primeira vez que entrei naquela sala infestada de poltronas. Da primeira pipoca gigante e tudo o que me faria ser apaixonada por frequentar tal lugar. Não tenho ideia do primeiro longa metragem que vi na minha vida, mas lembro-me perfeitamente, mesmo que com alguns flashes, do primeiro que me levou aos cinemas. Titanic. Pelas minhas contas foi aos 5 anos de idade, e fui acompanhada de pais, irmã e minha adorada Vovó, Ignês. Minha memória da infância parece ser bem seletiva e fantasiosa. Fantasiosa na maioria das vezes porque minhas recordações são baseadas em fitas de vídeo e fotografias ou histórias contadas. De tanto vê-las ou ouvi-las, acabo às vezes por achar que realmente lembro da cena, do momento… É como ler um livro. E a seletiva, é aquela que não é devido a relatos detalhados, nem frequentes, muito menos acompanhados de imagens para ilustrar cenas na cabeça. Mas existem flashes, cenas que são muito bem guardadas e bem selecionadas. Uma delas é assistindo a este filme, porém muito vaga, admito. Lembro-me especialmente de uma. Eu tirando um cochilo no meio do filme no colo da minha vó! Eu realmente não devia ter sido seduzida pelo Leonadro Dicaprio naquela época. Meninos, Blé! Felizmente mais uma oportunidade de assisti-lo no cinema e com algo que provavelmente com meus 5 anos teria deixado-me de olhos estalados, a terceira dimensão, apareceu.
Já assisti Titanic incontáveis vezes. Nunca por minha livre e espontânea vontade, ou seja, indo à locadora. Mas canais de filmes com uma frequência leve e não enjoativa a lá sessão da tarde me traziam-no outra e outra vez e todas o assisti, sem mudar de canal. Sempre fui encantada pelo filme e na minha cabeça, seria impossível conhecer um ser singular que não tivesse assistido a tal e com orgulho de contar essa proeza. Eis que encontrei essa peculiaridade, e foi mais uma motivação para pagar alguns mangos a mais por ser um clássico de volta às telonas.
Bom, como não posso mais dizer frases do tipo “você que, com certeza, viu o filme…”, não irei generalizar. Mas caso tenha-o visto e tenha uma apreciação por tal, recomendo e insisto deslocar-se ao cinema para vê-lo novamente. Ando adorando essa nova onda de clássicos voltarem em 3D, tipo O Rei Leão, e Titanic fez jus a essa tecnologia… E como fez! É arrepiante assistir esse filme nessas condições, especialmente a cena em que o grande vai abaixo. Chorei, chorei, em várias cenas para variar e tive novamente a certeza de que Johnny Depp fez a escolha certa em recusar o convite para ser o protagonista, pois Leozinho nesse personagem está implacável, que me desculpe meu amor. Leonardo Dicaprio sempre me deixa maravilhada com suas atuações. Desde sempre foi visível o talento do moço, além da bela e doce aparência, ele impressiona em um de seus primeiros filmes que, aliás, lhe resultou em uma indicação ao Oscar. Ao lado de Depp ele foi simplesmente incrível em What’s Eating Gilbert Grape, de 93. Três filmes dele me fazem não ter dúvidas de que não é apenas o ex da Gisele e um rostinho lindo. Além dos já citados, o filme A Ilha do Medo – inclusive já fica como dica e traz de brinde Mark Ruffalo. Enfim, Rose e Jack são clássicos e merecem uma segunda chance. Vale muito a pena assistir Titanic nos cinemas, mesmo que pela segunda vez… Mas é ciclo vicioso. Estou me controlando para não ver de novo. Mas pode valer só por ver Jack Dawson em 3D esperando por você no topo da escadaria!
Amélie ou Carrie? Mônica ou Mafalda?
Bem provável que você já tenha visto por aí algumas comparações entre cidades, diante de minimalistas ilustrações, que definitivamente fazem o ditado: ‘Uma imagem vale mais que mil palavras!’ se comprovar, comparando de forma adorável características peculiares, clichêzisses e contradições de mundinhos diferentes.
Eu já havia flagrado pela web comparações entre a bela Paris e NYC. Achei incrível, mas não me senti tão à vontade em compartilhar à cá por desconhecer esses dois mundos fisicamente, apesar de já conhecê-los muito através de outros meios, e ser apaixonada por ambos. Bobice minha. Mas valeu a pena guardar essa ânsia até hoje, onde me deparei com dois mundinhos bem mais próximos e conhecidos. Mas vamos por partes.
Tudo começou com este blog e logo todos os outros já estavam comentando. Além das imagens virarem exposição, também trouxe o ar da graça em um livro: “Paris Versus New York: A Tally Of Two Cities”. As ilustrações são adoráveis, minimalistas, e se você tem ao menos um pouco de conhecimento de ambas as cidades, não é preciso nem mesmo ter estado por lá para compreendê-las.









A coisa foi se alastrando e ficando mais popular, e de repente São Paulo e Rio de Janeiro também haviam sido minimalizados. E eis que hoje me deparo com mais uma dessas proezas. Ainda envolvendo Sampa, mas trazendo junto Buenos Aires. Não tinha como não compartilhar…






Here comes the sun
Este ano Maringá já me proporcionou duas versões Beatlerianas-Cover. A primeira foi tímida, sem terno nem franja. Mas ontem, a segunda, trouxe muitas características dos moços. Estrangeirismo, guitarras semelhantes, figurinos no plural, madeixas e 3 horas de nostalgia de um som que só conhecemos devido à gravações e relatos. O cover já passou por Maringá, no mesmo estabelecimento, MPB, porém tive até então apenas essa oportunidade. Direto de Buenos Aires, que atiçou ainda mais minha vontade, um dos melhores covers dos Beatles do mundo deu o ar da boa música por essa mera cidade universitária. Star Beetles fez todo mundo pirar, e talvez o ápice não tenha sido nem mesmo uma música deles, mas sim do Raul. O famoso pedido de shows de rock veio à tona, e “Toca Raul” fez todo mundo ficar maluco beleza. Rolling Stones e sua satisfação também trouxeram um coral, e vários solos de músicas clássicas deram um gostinho de quero mais. Quando o show chegava ao fim, me liguei de que Hey Jude havia sido esquecida, e o coral voltou pedindo em conjunto pela mesma. Essa música tem um significado especial para mim, e as 3 horas de show não poderiam ter encerrado com sonoridade melhor, quando logo o sol já vinha…

Domingo é dia de brechó em BA
Em pleno fim de sábado Buenos Aires nos convidou para conhecer um pouco da noite por lá, e não ousamos recusar. Como já relatado, sempre rolam as festas no Milhouse. Com um pouco de dificuldade geográfica, chegamos ao Hostel 2. Gringo para todo lado! Não contentes, com mais duas brasileiras, fomos para a região dos Pubs, baladinhas e barzinhos intermináveis e de bom gosto: Palermo! Decidimos conhecer o Rock’n Roll de los Hermanos, e nosso destino foi uma espécie de Tribos de Maringá. O Rock era pesado, e digno de menção, muito bom, e todo mundo se vestia de acordo. O que mais me encantou naquele Tribos, que eu juro gostaria de lembrar o nome, mas está impossível, foi o modo como dançam em casal. É demais! Uma mistura de Charleston com Jazz e Rock. Só apreciei vendo, encantadíssima, pois minhas pernas não permitiam nem arriscar passos solitários devido ao dia. Mas como todo show de rock tem seu fim, um som dá sucessão a outro… Começaram os Dj’s. Funk, Black, Jazz, rockinho e música antiga. É aí que eu me refiro! Sabe aquele DJ tão bom, mas tão bom que solta aquele Michael Jackson no meio? Aquele que você não quer que a música acabe de tão boa, mas ao mesmo tempo deseja que acabe logo para chegar a outra? Então, descobri lá! Se eu fosse DJ, meu setlist não passaria longe do dele. Na segunda música eu não sentia mais dor alguma, e aquilo se transformou na festa dos meus sonhos, aonde todo mundo dança, curte seu mundinho e seus passos, pirando mais e mais a cada música. BOA música! O resultado foi dançar como nunca, até o sol raiar, no sentido literal! Já posso afirmar que foi a balada que eu mais curti dançar na minha vida? Só não existem registros fotográficos, mas a memória se encarrega de me lembrar.
Buenos Aires realmente me encantou. Talvez por ter sido minha primeira viagem. Quem sabe por ter superado minhas expectativas… Mas Paris da América Latina definitivamente fez meus olhos brilharem!

San Telmo
O dia domingo já tinha destino pré-definido, afinal, tem como ir para Buenos Aires e se esquecer o que o dia mais tédio da semana tem por lá tem de clássico? E coloca clássico nisso! San Telmo. O Brechó em forma de feira, estendida por quarteirões. E que brechó! Sou encantada por coisas antigas, desde fotografias, objetos à músicas, danças, vestimentas, artistas, filmes, Coca-cola e brechós! Passei o domingo aspirando tudo o que datava anos antes de minha mera existência, e no sentido literal. As garrafinhas de Coca-Cola não eram feitas sob-atiguidade. É tudo antigo, minha gente! Sei lá, retrôzisses, de fato, me tocam de alguma maneira. Eu viajo e viajo imaginando quem usou aquele vestido, em que ano, onde, a história dessa pessoa, ou em qual bar estavam aquelas garrafas de Coca-cola, e se a trilha sonora naquela noite era um Jazz. Eu já ficava compulsiva na feirinha de Curitiba vendo os quadrinhos com fotografias de artistas e marcas antigas, feitos sob medida, é claro. Mas San Telmo traz a alma do old e belo, e como não se apaixonar? Antiquários, artes, artistas de rua e aquela criatividade, lojas vintage, couro, acessórios em prata, artesanatos, discos… E quando fui chegando perto daqueles chapéus e bolsas, um brechó imenso com roupas e mais roupas, desejei naquele instante voltar lá em um domingo qualquer e garimpar tudo, determinando para mim mesma naquele instante, com todo mérito, que domingo é dia de brechó em Buenos Aires!

San Telmo

O rádio antigo em forma de vovó

A ventania


Coca-cola


Bicicletas

Brechó na feira

Hello, hello baby…

So retrô!

Mini Coke




Como era domingo e pedia cachimbo, o dia encerrou-se em Palermo. Cansado da falta de opção para sair, beber uma cerveja, ouvir boa música com boa companhia e curtir a noite? Vá para Palermo! Nunca me deparei com tantos Pubs, barzinhos e baladinhas juntos, em um mesmo bairro, cruzando esquina com esquina. Um na frente do outro ao lado de outro melhor que outro. Certa melancolia bateu depois desse conhecimento ao lembrar como é sofrido por cá achar bons lugares, além de uma melancolia ao ver e ouvir o trem passar na minha frente, mas caracterize essa como uma adorável sensação… Coisa minha.

Nossas necessidades pediam comida. Andando sem rumo, o destino nos fez encontrar uma pizzaria suspeita, vazia e visualmente adorável e aconchegante. Depois da digestão logo veio a conclusão: vazia exclusivamente pelo adiantamento das moças ao jantarem cedo, pois a pizza era pura dignidade! Com Amy de fundo musical, saímos de lá satisfeitas em todos os sentidos. Fomos surpreendidas no meio da degustação por dois ônibus cheeeios de crianças, fantasias, vuvuzelas e clima de carnaval. Senti-me nada patriota naquele momento, mas encantada, outra vez mais.

Mais drama, por favor!

Não é à toa que meu sonho é ser uma publicitária. Quando eu vejo uma propaganda, uma jogada de marketing ou uma publicidade aqui ou ali, incrível, que me deixa literalmente de boca aberta e pagando pa* para algum louco por aí que não tenho a mínima ideia de quem possa ser, o qual acreditou em uma ideia mais louca ainda e convenceu seus superiores de que as loucas são as melhores, eu confirmo outra vez mais para mim mesma de que ser uma mente criativa em ação deve ser a mais foda e louca profissão que já existiu.
Hoje apareceu para mim mais uma dessas confirmações vinda de um marketing de guerrilha da TNT que eu caracterizo com apenas uma palavra: FODA! Tudo começa com um botão vermelho, lá em uma cidadezinha na Bélgica, em uma esquina pacata e sem sal, aonde um pouquinho de drama, ação e emoção mostram que assistir filme em HD vale muito a pena!
Curiosos e Criativos, o que seria do mundo sem vocês?
Quem sabe…
A vida passa, e você persiste naquela crença de que sua opinião já se formou, você já sabe e conhece tudo, seus pontos de vista são os melhores e mais interessantes, afinal, você não ousaria pensar nos que não acredita serem. De repente um novo dia surge, dois ou três, quem sabe um ano, e esse espaço de tempo, seja ele curto ou longo, te trás uma pessoa, duas ou três, quem sabe 365, uma oportunidade, um texto, uma frase, uma atitude nova, um modo de pensar novo, ideias novas, uma motivação diferente… Ah, e aí você não se importa em mudar sua opinião e seus conceitos. Pelo contrário, você aceita e agarra isso como verdade absoluta, a qual poderá passar por todo esse processo no dia seguinte, novamente. Às vezes até paramos para pensar que sim, a vida é cheia e feita de aprendizados, e você nunca sabe o bastante, mas é complexo, ao mesmo tempo que simples, mudar suas ideias de um dia para o outro. Sim, um dia. Um segundo, quem sabe 365 destes. Basta a ficha cair e fazer sentido para você, naquele instante. A vida mostra enfim, o quão ainda temos a aprender, conhecer, mudar e refletir, e a culpa disso tudo são as pessoas. Pessoas! Não é necessário nem mesmo estarmos abertos ao novo se o novo for tão intenso, qual poderá mudá-lo sem ao menos ter sua permissão, sei lá…
Nosso dia!
Para minha surpresa, existe mais um dia no ano em que eu posso comemorar. Dia 20 de março, dia do blogueiro(a), OBA! E para comemorar essa data mais que divertida, afinal, quem tem um blog sabe como é gostoso ter seu espaço próprio e suas ideias expostas para quem quiser ver, venho à cá trazer uma dica de um blog e uma blogueira, que na realidade inclui, além dela, mais 4 pessoas como protagonistas. Uma família. LINDA! Encontrei por acaso fazem algumas semanas, e fico encantada à cada nova publicação. É o bleu bird vintage! Estilo de vida adorável, casamento adorável, filhos adoráveis e fotografias únicas e reais.















Dá uma bisbilhotadinha aqui. Tem como não amar? Pura inspiração de viver!

Buenos Aires sobre duas rodas
Já dei meu testemunho à cá sobre carnavais passados e sem sucesso. Eis aqui o primeiro que me abstive das comemorações brasilerídicas e foi-me investido outra maneira de aproveitar esse nosso 1º de janeiro fantasiado de carnaval. Viajando!
BA sobre duas rodas – Casa Rosada
Foi uma viagem totalmente sem precedentes, de última hora e inesquecível. Qual guardarei para sempre como minha primeira viagem. Aquela para o exterior, mesmo não tão distante, com um mochilão nas costas, um mapa na mão, pique, companhia com conhecimento de causa e um hostel. A primeira de muitas, garanto!
Tudo começou encantadoramente devido à poltrona da frente. Aquele inglês britânico já me fez respirar um outro ar, que chegou a inspirar como uma nostalgia de algo nunca vivido. O primeiro contado direto com aquilo que vemos em filmes te deixa com cara de besta e achando tudo o máximo. E é delicioso! Minha irmã bem sabia como seriam minhas reações, e acertou. De repente, estou em Buenos Aires. Aqui do lado, e para mim mais ainda. Afinal, morar 18 anos no oeste do Paraná não traz justificativas plausíveis para desconhecer a América Latina. Tão perto, tão fácil… Mochilão nas costas, 8h da matina e metrô. Ok, pode soar bobo, mas foi incrível. Tenho sonhos por influência Hollywoodiana. Além daquele do armário no colégio e muitos outros, o andar de metrô era um dos, e foi emocionante, ta?
A primeira dica começa agora, do Hostel que nos hospedamos: Milhouse. Está mais do que indicado. O lugar é adorável. Sempre tem um rock acolhedor tocando na recepção, vulgo bar, vulgo lugar para festas, vulgo acesso à internet, vulgo café da manhã, vulgo cabine telefônica à lá London, vulgo encontre-se com gente do mundo todo. Quando citei festas, imaginou certo. Toda noite rola uma festa no Hostel, do qual têm dois, um de cada lado da Nueve de Júlio – segunda maior avenida do mundo, porque sim, a maior está em Brasília, e não, não foi no Brasil que eu descobri isso, foi em Buenos Aires. Existem discórdias. Ficamos em um quarto para 6 meninas, das quais 3 eram de Israel. No elevador um Australiano, e por aí vai… Na hora do café da manhã eu praticava o jogo da adivinhação, e é incrível como eu conseguia só no olhar distinguir quem era brasileiro.

Casa Rosada
Foi minha primeira lição de como ser uma viajante desbravando um lugar desconhecido, ou, sem exageros, uma mochileira. Sem perda de tempo! Todo minuto é precioso para se conhecer cada canto daquele outro mundo. Portando, logo descobrimos que estava rolando um Free Tour. Mapa na mão e lá fomos nós… O Tour seguiu-se em inglês, e me fez ficar feliz ao compreender 90% do dito, inclusive sobre a pouca apreciação pela tal da Kirchner. Fizemos o caminho das passeatas e protestos, totalmente racional. Do Congresso Nacional à Casa Rosada, onde recebe a honra da visita da presidenta o grande número de uma vez ao ano. Só nesse Tour já me dei conta de que a política por lá é tão ruim, senão pior, que a do Brasil. Ao menos por lá existem protestos, mesmo que as pichações nas grades sofram a falta de sentido quando trocadas de lugar, propositalmente, para tornarem-se ilegíveis. Cristina Kirchner, segundo nossa guia, é uma aspirante a Evita Perón. E só aspirante, a qual não poupou esforços em inaugurar um mural com o mito, em homenagem aos 59 anos de sua morte. Nunca será!

Nueve de Júlio

Congresso Nacional
Por interesse pré-viagem de minha irmã, e logo mútuo, por nós, pela tarde realizamos o Bike Tour. 100 pesos válidos e indicados. Esse Tour me mostrou muitas coisas, entre elas que eu não sei coisa alguma de espanhol. A mais encantadora foi que Buenos Aires e Bicicletas se entendem bem. Com muitas ciclovias, muita gente sustentável, sinaleiros específicos, Bike Tours, respeito, lugares para aluguel de bicicleta, grátis, para moradores de BA, não restaram dúvidas! Com cerca de 3 horas de duração, terminei cansada, encantada e comendo meu primeiro Alfajor de Dulce de Leche de Buenos Aires.

Ponte La Mujer – Puerto Madero




A última parada da Bike Tour foi o bairro La Boca e seu Color Blocking. Muito Tango, muitos bares e muita cor… Tudo encantador!






Um viva às bicicletas e Buenos Aires, e já adianto: tem muito assunto e muita foto para render bons posts!
Dois coelhos
Para você que, assim como eu, já subestimou muito o cinema nacional, venho à cá mudar esse pensamento. Sem generalizações, tá? Porque sim, sai muita porcaria cinematográfica do nosso adorável País, assim como em Hollywood, mas é tudo proporcional. O bom compensa os ruins. O cinema brasileiro está evoluindo, é fato! Tanto em números, tanto nas cópias descaradas, como na melhor categoria: em bons filmes. É claro que temos muita coisa café com leite, especialmente os de comédia, que o diga Bruno Mazzeo, o qual tornou seu filme uma verdadeira cilada aos telespectadores. Porém, meus caros, de repente, aparece um filme tão bom, mas tão bom, que você enfim sente orgulho do seu País, assim como quando vê que um garoto brasileiro de 17 anos foi aprovado em Harvard… Enfim, antes de tudo, o gostinho do trailer!
Nada se conclui de um trailer, nada. Assisti logo no lançamento no cinema, com Mãe, Pai e Irmã. Todos contra a irmã. Todos subestimando o filme. Apostando que Sherlock nos daria mais prazer filmógeno. Enganamo-nos por completo. 2 coelhos, além do título que de muito me agradou, pois adoro essas tiradas com ditados e frases populares, assim como quando fiz uma redação no vestibular, a qual intitulei de “É tiro e queda”, para uma matéria em uma revista sobre consumo de sal, a fotografia, trilha sonora, efeitos, elenco, diálogos, roteiro, e especialmente a história em si, cheia de reviravoltas e aquele típico jogo com o telespectador, que vai desvendando e mudando o destino de tudo no decorrer do filme, com muita inteligência, o torna incrível em todos os sentidos. O filme gira em torno de um plano, o qual no fim, meu bem, mata dois coelhos com uma cajadada só!
Isso é mais que uma dica, é uma intimação!
Os livros merecem
2012 chegou, e junto finitas promessas para edurecer aqui e alí, estudar mais, acordar cedo, viajar, dançar muito mais, colocar aquele projeto em prática, sair da rotina, realizar alguns sonhos, olhar mais as estrelas, fazer aquele curso, economizar e ler mais, muito mais… Dessa vez vai! Nessas férias li consideravelmente, mas sei que poderia mais. Não entrei nessa de promessas e metas, mas encontrei algumas inspirações adoráveis para guardar os livros no decorrer do ano, o que sem dúvidas dará ainda mais vontade de devorá-los.






Porque os livros merecem cuidado!
Vamos de curta
To numa dessas de curtas… E como pensar em animações sem lembrarmo-nos de Tim Burton? Suas adoráveis histórias, sejam sombrias, sejam loucas, com os traços que só ele sabe fazer. Já compartilhei por cá um curta dele, mas vamos variar, mesmo que a variação remeta ao mesmo. Hoje vamos de Andrey Shushkov e seu projeto de graduação. A história, os traços, a fotografia, o estilo, a sonoridade… A invenção do amor!
E é nesse embalo do coração que trago mais um curta adorável. É hora de quebrar mais um pré-conceito, ao menos que me pertencia há um tempo atrás. Curtas metragens longe da animação. Não sei porque cargas d’água coloquei na minha cabeça que curtas com seres vivos seriam ruins. Talvez seja um trauma de quando eu fui com o colégio, acredito eu, em um projeto de cinema assistir curtas amadores. Péssimos, diga-se de passagem. Só posso ter pego trauma. Mas o tal quebrou-se após assistir ‘I’m Here’, que aliás, fica como mais uma dica, e que tem aquela pitada de algo não real… Quem sabe, não ainda. Não sei porque, mas SIGNS, abaixo, lembrou-me de 500 days of summer, pode ser unicamente pela semelhança com a mocinha, mas enfim, não deixa a desejar. Trata-se de algo essencial para nós e este blog. Não, não é o amor. É a comunicação, meus caros.
Porque a vida não é feita só de longas e delongas.
let’s go back
Voltar ao passado é uma arte!


















É hora de pegar a câmera e começar a vasculhar os álbuns empoeirados. Alguns muros caem, algumas barrigas crescem…
Mais uma gota
Parece que a expressão Gota D’ Água mudará o mundo!
Nessa onda de gotas e em comemoração para com o Dia da Criatividade, nada melhor do que um vídeo simples e incrível para impressionar e conscientizar. Divulgado pela Solidarités International, o vídeo abaixo refere-se a uma campanha contra a poluição e contaminação da água.
Minimalismo está em alta – sempre esteve. Belo, belíssimo!
Essa campanha incrível dará mais as gotas em meados de março, tirando proveito do dia 22, Dia Mundial da Água, seja pela TV, internet, impressão e até mesmo cinema. Solidarités International e sua agência BDDP Ilimitada entraram nessa empreitada para a conscientização diante da água não potável, levando em conta especialmente o que os números mostram. A principal causa mundial de morte deve-se a transmissão de doenças através de águas contaminadas. O apelo que essa campanha fará, segue aquele mesmo esquema de gotas D’ água já compartilhadas por cá. Assinaturas que resultem em uma petição a ser entregue pessoalmente pelo presidente francês durante o 6 º Fórum Mundial da Água em março de 2012. Aqui o site dedicado a tal.
Mais assinaturas vem por aí. Mais petição. Mais consciência. Mais vida!
Vai esperar a água bater na bunda?
Se você que usa e abusa do facebook não se deparou ainda com tal vídeo ou comentários sobre o movimento Gota D’ Água, está na hora de rever suas amizades.
É ao saber o quão belas são as riquezas naturais do Brasil que uma admiração por esse País surge. São em atitudes como essa que o orgulho dessa nacionalidade nasce. E é ao ver o número de adeptos a uma causa como tal, que a esperança desperta-se uma vez mais.
Eu sinceramente estou impressionada com a proporção que esse movimento está alcançando. Impressionada e feliz! É inegável a acomodação diária que temos diante de tantas coisas, que no fundo nos indignamos, mas ”E o que eu tenho a ver com isso?”. Enquanto não construírem uma usina hidrelétrica em cima da minha casa, está tudo bem! É claro que o primeiro passo foi surgindo de algum ser indignado, ou mesmo de uma conversa de bar após uma cervejinha e outra, discutindo sobre política, Brasil, Belo Monte. Porém, mesmo que esse primeiro passo não tenha sido dado por todos os adeptos do momento – e de um futuro próximo - sem os terceiros e décimos, nada aconteceria. Trata-se de “Um por todos, todos por um”. Uma assinatura fará toda a diferença. O Brasil é nosso. Quem decide somos nós. O poder está em nossas mãos, e apenas nelas. Em alguns dígitos. Pequenas atitudes. Já dizia Einstein “I wish to do something Great and Wonderful, but I must start by doing the little things like they were Great and Wonderful”.
O Movimento Gota D’ Água não trata-se unicamente do projeto de construção da hidrelétrica de Belo Monte. Vai além! “O Movimento apoia soluções inteligentes, responsáveis, conscientes e motivadas pelo bem comum. O Gota D’Água é uma ponte entre o corpo técnico das organizações dedicadas às causas socioambientais e os artistas ativistas.” Assim sendo, essa é apenas a primeira campanha. O movimento veio para buscar alternativas viáveis para toda e qualquer atitude de grande impacto socioambiental no Brasil. Que esse movimento perdure por eras. Já era hora! Já era hora de algo efetivo. Transformar todo o descontentamento em ação.
Vai esperar a água bater na bunda? Faça sua parte!
Para mais.
Mamma mia
Toda vez que lhe dou um beijo de despedida, uma certa insegurança deperta-se instantaneamente dentro do meu peito. A tal da dor no peito, vazio no peito, tanto ouvimos falar desse peito que só se encarrega das sensações angustiantes. Essa dor no peito é totalmente racional, pode não ser física, mas existe. É tão real que torna-se quase que concreta, palpável… Talvez possa ignorar o tal do coração e encarregar o peito, o aperto no peito do pequeno sofredor como protagonista. Ah, que sofredor o que?! Isso não é sofrer, não foi, nunca será. Não é sofrimento Mãe. Não é tristeza. Não estou triste. Também não fico feliz de vê-la indo embora, apesar de rir quando lhe vejo abrindo a porta do carro loucamente em movimento para dar um último tchau e lembrar de fechar a janela da cozinha para os passarinhos não usarem na manhã seguinte como local de necessidades fisiológicas. Vida… A tal da vida complexa de se entender, e essas tais lágrimas complexas da mesma maneira. Ambos incontroláveis. Sem razão. Sem motivo. Existo porque existo, e aí? Choro porque choro, e aí? E aí nada. Essas lágrimas talvez representem unicamente um amor. Um amor tão puro, tão verdadeiro, sincero, intenso, superador, encantador, poderoso, eterno, único. Emoção. É tudo uma ligação, sem extremidades. Sem classificação ou denominação. Sem feliz, nem triste. Apenas emoção, amor, lágrima. Vida. Vida que nos faz dar um tchau para desejar aquele Oi às 5h da manhã pego de surpresa. Desejar um abraço, um beijo. Vida que nos faz darmos voltas no mundo, e por fim desejar sempre aquilo, aquela face, aqueles braços, aquela comida, aquele carinho, aquele sermão, aquela voz, aquela ligação, aquele amor, aquelas lágrimas, aquele abraço, aquele conforto, aquele quarto, aquele café. Vida que nos faz de intrusos em outra vida desde nossa inexistência, e logo faz sentirmos-nos folgados o suficiente para fazer alguém comer em dobro por nós, faz alguém sonhar por nós. Faz alguém deixar qualquer egocentrismo para lutar por nós, desejar por nós. Deixar de fazer ou ser por nós. Vida que de repente, sem ideia, sem noção alguma do que está por vir, sem motivo, sem certeza, aceita o tal do intruso com o impossível que puder oferecer. Vida que está ali, ali preparada, esperando pelo o que for, para fazer o que for. Vida que no primeiro olhar, na primeira bochecha colada com a de seu novo intruso tão bem vindo em tão pouco tempo, faz um amor incansável nascer, assim, tão simplesmente, mais que recíproco. E vida que logo se encarrega dos próximos passos e a liberdade soa, o intruso voa… Mas volta, e sempre volta. Sempre quer voltar. Precisa voltar. E querer voar novamente, e voltar insistentemente para outro beijo lhe dar. Se da primeira a última palavra que escrevi até agora escrevi com lágrimas, eu só posso lhe traduzir como amor! Lhe traduzo como amor tantas cartinhas que já foram parar embaixo do seu travesseiro, assim como todos os abraços que lhe dei, assim como tocar a campainha do nosso lar as 5h da madrugada, assim como… Assim.
Feliz Aniversário Mãe!

Se vira nos 30
Como pode um vídeo, uma frase, uma foto, uma música, um comentário, enfim, qualquer coisa… Como pode tanta coisa influenciar nossa vida? Fazer-nos pensar e repensar, ter ideias e mudar de ideia? Acredito que diariamente passamos por isso, sendo que grande parte desses nem nos damos conta. Algumas dessas influencias mudam algo drasticamente, outras meramente. Mas no fundo sempre mudam. Ontem foi um desses dias, em que um vídeo de um cara influenciado por outro cara e um livro, contando sua façanha, influenciou-me e vai mudar, pelo menos, 30 dias da minha vida. Hoje começou a contagem e dias bem utilizados.
Inspirei-me sem nem ao menos o vídeo ter terminado. Eu acredito que a proposta desses 30 dias seja para simplesmente, fazer você iniciar de uma vez por todas o que quer fazer, mas insiste em adiar. Eu fiz 3 escolhas, e na realidade fogem da questão coisas-que-quero-fazer-mas-sempre-dou-uma-desculpa-para-adiar-seu-início. Escolhi coisas aleatórias, mas que não tenho dúvidas que me serão úteis, gostosas, interessantes e divertidas para se fazer. Na realidade, até inesquecíveis. Cozinheira que não sou, optei por uma das façanhas desses 30 dias por algo que, sinceramente, não me dou muito bem. Ok, eu já tive sonhos quando pequena de ser uma espécie de Ana Maria Braga. Um dia consegui convencer minha Mãe de liberar a cozinha e ingredientes para inventar qualquer coisa. Não sei qual era minha intenção, mas queria fazer uma massa. Tenho uma pira estranha por massas, até mesmo para comê-la crua, mas o bom mesmo é jogar ingredientes e se divertir, acho que esse era meu intuito. Provavelmente uns 7 anos de vida me cercavam, e eu nem alcançava muito bem o balcão. Minha primeira tentativa foi um desastre. Sozinha na cozinha, como no Paraíso, peguei uma tigela, coloquei os ovos e a farinha… Farinha de mandioca. Tentativa frustrada. Mostrei para minha Mãe perguntando o que havia de errado com meu projeto de massa, e descobri que farinhas eram diferentes. Não adiantou muito, pois ontem fui fazer pirão e fiz o contrário, coloquei farinha de trigo. Mas dessa vez foi pura falta de atenção. Eu juro! No fim, aquilo foi para o lixo, e eu devo ter tentado de novo, mas o incrível é que só me recordo da parte do desastre. Já tive outras experiências. Assistia Mulheres na TV Gazeta toda a tarde. Aprendia a dançar axé quando começava a parte da moça com batata na boca e a cozinhar com a Palmirinha. Numa dessas tardes resolvi anotar uma receita e colocá-la em prática. Ficou DIVINA, segundo minha Mãe. Pena que ela colocou pedaços de banana dentro do meu salgado a lá Francês, e pena que perdi a receita, minha mãe até hoje lembra desse salgado e lamenta por não ter pedido para esse projeto de cozinheira guardar em um lugar seguro sua receita. Minhas experiências culinárias memoráveis, acredito eu, pararam por aí. Hoje resolveram voltar a dar as caras. Morar sozinha não me ajudou, mesmo, a começar a cozinhar. O máximo que tive paciência para fazer foi arroz, peixe frito e macarrão de salsicha. Após o vídeo acima, uma ideia veio a minha cabeça, e pensei: “Porque não faço um prato de comida diferente, todos os dias, durante 30 dias?” . Como voltei outra pessoa depois de uma semana de férias chuvosas da faculdade, não tive contras perante essa ideia. Eu quero aproveitar cada segundo dos meus dias. Cozinhar e comer bem adequa-se. Logo outras ideias foram me surgindo. Abrir o dicionário todos os dias, durante os 30 dias, e aprender uma palavra nova. Já tentei fazê-lo após assistir o seriado My Wife and Kids, pois a Claire estava fazendo. Não deu muito certo pra ela, nem para mim, simplesmente a palavra sumia da minha cabeça no dia posterior, e meu comprometimento de aprender uma coisa nova todos os dias foi junto. Dessa vez tudo será levado a sério! Por fim, uma paixão minha encontrou-se no exemplo citado no vídeo. Fotografia. Uma por dia. Minha câmera é singela, mas tentarei fazer bons retratos, e não tenho dúvidas do que foi falado no vídeo, fotografias vão incrivelmente fazer-me lembrar de todos os 30 dias passados.
O prato de hoje foi uma sugestão. Nada me vinha à mente, mas alheios existem. O palpite e receita vieram de um amigo e uma Lasanha iniciou meu projeto mestre cuca de ser. Tenho consciência de que a foto não está desejável. Mas acreditem, ficou deliciosa! Apimentada e muito queijo. Simples, prático e apetitoso. Corri no Condor, comprei todos os ingredientes como se estivesse fazendo a coisa mais importante da minha vida. Todo cuidado para a quantidade de gramas da carne moída, a qualidade do pão, a escolha do tomate que sou uma negação, quantidade de queijo ser suficiente… E uma coca-cola caso o resultado necessitasse de algo para ajudar a deglutição. Voltei e dei início a minha façanha. Fiquei um pouco aflita com o resultado do molho, mas no fim ele ficou delicioso. Incrementei-a com temperos achados, do tipo, Tempero Baiano, que deu o toque final. Aquele sabor a lá apimentadinho extremamente suportável e notável. Quando no forno, aquele cheirinho começou a infestar a cozinha. Abri um sorriso tendo a certeza de que pelo menos algo estava dando certo.

A foto meus caros, foi esta mesma. Melhores virão! Já a palavra não remete absolutamente ao meu estado de espírito atual. A sortuda foi ‘Esplim’. Se já é sua conhecida, desculpe-me pela ignorância, mas eu desconhecia. O significado dela é único, curto e grosso: “Tédio de tudo.”. Aumentando o vocabulário, isso basta!
Fica aqui minha sugestão. Essa ideia de 30 dias, é incrível! Você se dispõe por livre e espontânea vontade a fazer algo por acreditar que será divertido, interessante. Que você quer mas nunca parou para pensar em fazê-la de fato. São coisas pequenas que vão mudando nossa vida. Parece que o que você for fazer, seja lá o que, saberá apreciar como nunca. Já estou cheia de ideias para iniciar nos inúmeros 30 dias que me aguardam. Curso de corte e costura, maquiagem, aprender minha salsa, frequentar a academia, aprender algum instrumento, conhecer coisas novas, estipular uma meta… São tantas coisas disponíveis, que nos atraem, nos chamam, mas sempre contamos com o dia de amanhã. Porque não hoje? Se vira nos 30, meu bem!